O BYD Yuan Pro é o SUV 100% elétrico de entrada da marca chinesa no Brasil, vendido desde setembro de 2024 por um preço que, mesmo com pequenas variações, segue na casa dos R$ 183 mil — abaixo de rivais a combustão como Volkswagen T-Cross Highline, Hyundai Creta e Honda HR-V. É o modelo mais acessível entre os elétricos da BYD no país, posicionado um degrau abaixo do Yuan Plus.
Preço do BYD Yuan Pro no Brasil
O Yuan Pro chegou ao mercado nacional a R$ 182.800, em versão única e importado da China. Pela Tabela FIPE, o valor de um zero-quilômetro se manteve estável ao longo de 2026, girando em torno de R$ 183 mil — uma valorização acumulada de cerca de 14% frente à referência de agosto de 2025, o que mostra o carro segurando bem seu preço de tabela mesmo depois de mais de um ano no mercado.
Ficha técnica completa
| Item | Especificação |
|---|---|
| Motor | Elétrico dianteiro, 177 cv (130 kW) e 29,5 kgfm (290 Nm) |
| Bateria | Blade LFP (lítio-ferro-fosfato), 45,1 kWh |
| Aceleração 0-100 km/h | 7,9 segundos |
| Velocidade máxima | 160 km/h (limitada eletronicamente) |
| Autonomia (PBEV/Inmetro) | 250 km |
| Autonomia (ciclo NEDC, cidade/estrada) | ~390 km / 316 km |
| Recarga AC | até 6,6 kW |
| Recarga DC | até 60-65 kW (CCS2) — cerca de 180 km em 20 min |
| Dimensões (C x L x A) | 4.310 mm x 1.830 mm x 1.675 mm |
| Entre-eixos | 2.620 mm |
| Porta-malas | 265 litros (até 1.210 L com banco traseiro rebatido) |
| Rodas / pneus | Aro 17, pneus 215/60 |
| Suspensão | Dianteira McPherson / traseira eixo de torção |
| Garantia | 6 anos no veículo, 8 anos na bateria — ambas sem limite de km |
Design e itens de série
Construído sobre a plataforma e-Platform 3.0, o Yuan Pro compartilha elementos visuais com o Dolphin, como o desenho das lanternas. É conhecido como Yuan Up na China. Entre os equipamentos de série estão a central multimídia giratória de 12,8", painel digital de 8,8", Apple CarPlay e Android Auto sem fio, carregador por indução, ar-condicionado digital de duas zonas, câmera 360°, acesso por aproximação (NFC), atualizações remotas (OTA) e o aplicativo BYD Recharge para localizar pontos de recarga. Na segurança, traz 6 airbags, controle de estabilidade e tração, sensores de estacionamento e monitoramento de pressão dos pneus.

Prós do BYD Yuan Pro
- Preço competitivo: é o SUV compacto 100% elétrico mais barato do Brasil, abaixo até de rivais a combustão do mesmo porte
- Desempenho: 177 cv e torque instantâneo garantem 0-100 km/h em 7,9 s, com boa resposta no trânsito urbano
- Bateria Blade: tecnologia LFP reconhecida pela segurança e durabilidade
- Acabamento interno: materiais macios e bom nível de ajuste para a categoria
- Tecnologia embarcada: tela giratória, conectividade sem fio e atualizações OTA
- Garantia longa: 6 anos no carro e 8 anos na bateria, sem limite de quilometragem
- Recarga rápida: até 180 km em 20 minutos em carregador DC compatível
Contras do BYD Yuan Pro
- Porta-malas pequeno: 265 litros é bem menos que T-Cross, Creta e Tracker
- Autonomia real limitada: os 250 km homologados pelo Inmetro deixam pouca margem para viagens mais longas
- Falta de ADAS: sem piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa ou de ponto cego
- Comportamento em rodovia: testes apontaram sensibilidade a ventos laterais em velocidade de estrada
- Banco traseiro central apertado: assoalho alto no meio e ausência de saídas de ar-condicionado traseiras
- Versão única: sem opções de configuração para quem quer mais ou menos equipamento
Concorrentes
Como não há outro SUV compacto 100% elétrico no mesmo patamar de preço no Brasil, o Yuan Pro concorre, na prática, com SUVs a combustão como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta, Honda HR-V e Chevrolet Tracker — todos com porta-malas maior, mas sem o apelo de rodar sem consumir combustível.
Vale a pena comprar o BYD Yuan Pro?
Para quem roda predominantemente na cidade e busca a entrada mais barata no mundo dos elétricos, o Yuan Pro cumpre bem o papel: é ágil, silencioso e vem com uma lista de tecnologia digna de carros mais caros. O ponto de atenção fica por conta do porta-malas reduzido, da falta de assistentes de condução e da autonomia mais curta que a de concorrentes elétricos maiores — fatores que pesam mais para quem viaja com frequência ou tem família grande.